HPV

O HPV (Papiloma Virus Humano) é um DNA vírus que faz parte das DSTs mais endêmicas nos dias atuais, e pode, em algumas condições, levar ao aparecimento de complicações sérias como os tumores. Nos EUA cerca de 6,2 milhões de novos casos são registrados anualmente. Isso implica na existência de um alto índice de relações sexuais desprotegidas ou mal protegidas. Ao contrário do que muitos imaginam, o contágio do HPV não acontece somente quando se completa um ato sexual. Tal contágio decorre de qualquer contato íntimo, no qual o parceiro ou parceira esteja com infecção em atividade.

Existem mais de 200 diferentes tipos de HPV. Até o presente momento, sabe-se que somente 4 deles estão implicados na gênese do câncer de colo uterino e de vulva ( 16, 18, 6 e 11). As vacinas contra HPV disponíveis hoje no mercado protegem contra esses 4 tipos de vírus. As outras variedades de vírus causadoras de verrugas e outras lesões benignas continuam por aí infectando os jovens casais que os desafiam ou que acreditam que, por estarem vacinados, não precisam mais de usar o preservativo. Errado. O preservativo deve  estar presente durante todo o ato sexual, principalmente em relações não estáveis.

Os sintomas iniciais mais frequentes são coceira na região genital, presença de pequenas verrugas e de eventuais secreções. É raro, mas existem situações nas quais a pessoa tem contato, mas não adoece, fato que ocorre principalmente no sexo masculino e em condições de um sistema imunológico resistente àquele tipo de vírus. Por exemplo, o parceiro pode ser portador, sem ter a doença e transmitir o vírus à sua parceira, que, não tendo resistência imunológica pode apresentar lesões tanto no colo do útero como na vulva.  

É preciso haver entendimento da história natural desta doença e diálogo entre médico, paciente, parceiro, para que tudo se resolva com o tratamento adequado e com as novas medidas de segurança a partir daí.

O HPV pode ser supeitado a partir do exame clínico. A colposcopia reforça tal suspeita e a confirmação diagnóstica se faz através da coleta da captura híbrida pra HPV, biópsia e estudo anátomo-patológico. A especificação do tipo do vírus acometido pode ser feita através da genotipagem por PCR, que se faz também por meio de uma coleta em meio líquido, como para a captura híbrida.

Uma vez feito o diagnóstico de HPV a paciente deve fazer um seguimento trimestral com o ginecologista e depois semestral, até que não se observe mais novas lesões e/ou recidiva das anteriores. Nas mulheres abaixo de 30 anos a cura acontece mais facilmente do que nas mulheres com idade superior a 30 anos. O controle clínico, no entanto, é factível e está disponível a todos. Hoje em dia pode-se dizer que o diagnóstico precoce, o tratamento e o acompanhamento reduzem significativamente a incidência de malignidades.