Contracepção

Os métodos contraceptivos podem ser didaticamente divididos em hormonais e não-hormonais. Dentre os hormonais, temos: a pílula anticoncepcional oral, adesivos de pele, anel vaginal, implantes subdérmicos, sistema uterino liberador de hormônio (SIU). Dentre os não-hormonais: preservativo masculino e preservativo feminino, diafragma e DIU de cobre.

A pílula anticoncepcional continua sendo o método mais escolhido pelas mulheres, pela sua maior acessibilidade e facilidade de uso. No entanto, ainda se erra muito na sua utilização. As composições dos contraceptivos hoje, são, em sua maioria, de baixas doses. Estas medicações precisam ser ingeridas todos os dias no mesmo horário, ou seja, a cada 24horas. Quando a paciente inicia uma cartela de pílula "no primeiro dia do ciclo" e toma 1 comprimido "a cada 24 horas" sempre, com certeza ela estará protegida. Os erros acontecem com os esquecimentos e mudanças de horário. Um dia de esquecimento, principalmente na primeira metade da cartela, pode ser suficente para o surgimento de uma gravidez indesejada. É comum a pessoa achar que esqueceu 1, 2 ou 3 dias e não haverá problema nenhum, pois ela já uso este contraceptivo há muitos anos. Errado. A pílula não tem este tipo de memória. Cada ciclo é um novo ciclo. Enquanto existirem folículos ovarianos com potencial ovulatório, qualquer pequeno erro pode incorrer em gestação.

As pílulas variam na composição e nas doses dos hormônios que as compõem. A adaptação a um determinado tipo de pílula depende de uma série de variáveis individuais e relativas ao organismo de cada paciente, de modo que a escolha da melhor opção possível deve ser feita mediante consulta médica, no sentido de se cercar ao máximo a possibiidade de efeitos colaterais.

Os demais produtos hormonais são mais duradouros e se aplicam muito bem a quem quer fugir da rotina do uso diário. O adesivo deve ser colado na pele bem seca e trocado semanalmente. No total, utiliza-se 3 adesivos em um mês. É um método muito eficaz, mas tem o inconveniente da permanência de um adesivo, tipo bandaid, colado em algum lugar do corpo sempre. Tem pessoas que têm alergia da cola ou que não gostam da aparência do produto. Entretanto, para quem se adapta bem é uma ótima opção, pois evita as tomadas diárias e possíveis desconfortos gástricos.

O anel vaginal tem o hormônio aderido ao produto e libera diariamente as doses adequadas do produto, que deve estar bem colocado dentro da vagina, onde permanece em atividade por 21 dias do mês. Outra opção interessante pra quem tem desconfortos gástricos ou não tem a disciplina do uso diário. A troca deve acontecer uma vez por mês e a paciente menstrua entre o 22. e 28. dia do ciclo.

O Implante subdérmico ( ou Implanon) deve ser aplicado sob anestesia no consultório médico e tem a duração de 3 anos. É uma opção muito interessante para quem tem pouco fluxo menstrual e muita TPM, porque é composto somente de uma baixa dose de progesterona. Para essas pacientes o implante faz muito sucesso, pois a menstruação definitivamente desaparece por 3 anos e a TPM também desaparece. Para aquelas mulheres que têm muito fluxo menstrual não é uma opção boa, pois os escapes menstruais invitavelmente ocorrerão. 

O sistema intrauterino liberador de hormônio (SIU) , também conhecido como Mirena,é um produto que é aplicado também pelo médico ou em consultório ou em hospital e tem duração média de 5 anos. O sangramento desaparece de um modo geral após 6 meses de uso. Nas pacientes com idade entre 40 e 50a o sangramento costuma desaparecer mais rápido. Tem sido muito utilizado como contracepção após um parto, assim como na perimenopausa, com dupla função: contracepção e controloe de sangramento irregular perimnopausa. Entretanto, pode ser utilizado em qualquer faixa etária, desde que o caso seja avaliado criteriosamente por um médico.

O diafragma é uma barreira de silicone, de uso vaginal, que deve ser usado diariamente, com a finalidade de bloqueador a subida dos espermatozóides até as trompas. Para que o uso de diafragma seja eficaz, a paciente deve passar por avaliação médica, para medida do produto, pois o diâmetro do diafragma deve ser selecionado de acordo com a profundidade da vagina, medida esta feita pelo ginecologista através do toque vaginal.  Selecionado o tamanho do produto, a paciente passa por um treinamento que deve constar de pelo menos 3 visitas médicas, no sentido de aprender a usar com destreza o diafragma. É um método bem interessante e isento de efeitos colaterais, mas que demanda de muita disciplina da usuária.

Na verdade, quando se fala de contracepção hoje, não se pode deixar de incluir o uso do preservativo ou camisinha ou condom, mesmo que a paciente esteja adotando qualquer outro método. Além de complementar a eficácia da pílula, por ex, o preservativo evita a transmissão de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs).